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Brasil gasta mais de R$ 1,8 bilhão por tratamento inadequado ao TDAH
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Um estudo de pesquisadores das mais importantes universidades brasileiras indica que o país gasta por ano quase R$ 2 bilhões por não oferecer tratamento adequado a crianças e adolescentes que tem o TDAH, um transtorno de déficit de atenção com diagnóstico difícil.

O nome é difícil até para soletrar. Mas o que importa é que a a comerciante Márcia Magalhães conseguiu descobrir há três anos o que atrapalhava a vida da filha: Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade: TDAH. “Eu nem acreditei porque eu nem sábia o que era isso”, conta.

Luana Araújo lembra como tudo era mais difícil. “Eu sempre tentava prestar muita atenção na aula, só que eu não conseguia”, diz a estudante. 

“Estava me preocupando porque ela estava inquieta, assim com autoestima bem baixa mesmo”, relembra Márcia.

Os três principais sintomas do TDAH são desatenção, hiperatividade e impulsividade. Mas boa parte das crianças e adolescentes têm essas características e são saudáveis. Como saber então quando há o transtorno? De acordo com os especialistas é preciso reconhecer os excessos.

E o diagnóstico só pode ser feito por um especialista. “Quando existe essa dúvida, o indivíduo tem que ser avaliado por uma pessoa que tenha experiência na área, que conheça bem o transtorno e saiba separar realmente é uma quantidade de sintomas muito grande, está atrapalhando demais e a gente precisa de tratamento”, explica o psiquiatra e coordenador do estudo Paulo Mattos. 

Segundo um estudo feito por pesquisadores da USP, e das universidades federais do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, existem hoje no Brasil aproximadamente 250 mil adolescentes e crianças que não sabem que sofrem os efeitos do TDAH.

E um novo estudo do grupo concluiu que a falta de assistência custa aos cofres públicos mais de R$ 1,8 bilhão por ano. Consequência dos gastos com a repetência escolar e com atendimentos na rede pública aos feridos em acidentes provocados pela hiperatividade.

O psiquiatra que coordenou o estudo critica a falta de tratamento ao TDAH no SUS. “Se você não tem essa disponibilidade financeira, você não tem onde recorrer porque não existe uma política pública, uma política nacional. É um tratamento muito barato e apenas disponibilizar isso pouparia aos cofres nacionais uma quantia incrível”, afirma Paulo Mattos.

O apoio psicológico e a medicação certa mudaram a vida de Luana. Mas isso só foi possível na rede particular. “Com ajuda da terapia e tudo eu consegui ser mais focada, as minhas notas melhoraram muito e a minha vida tomou um novo rumo”, afirma Luana Araújo.

O ministério da Saúde informou que o SUS tem uma rede de assistência às pessoas portadoras do TDAH. Segundo o ministério da Saúde, o atendimento pode ser feito por equipes de saúde da família e em centros de atendimento psicossocial.



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Comentários
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19h38 do dia 20/08/2016

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